Percebi que nossa historia daria uma perfeita partida, consigo ver nas nossas atitudes o avanço da nossa disputa, meticulosa, estratégica e perigosa. Já perdi muito dos meus peões e os próximos erros me arruinariam, estou na desvantagem e não me atrevo a atacar jogo na defesa e me esquivo como posso dos seus ataques, seu cavalo já ameaça minha rainha e minha torre, estou encurralada.
Você já conhece as minhas jogadas e me induz ao erro, e como tenho sido previsível perco a minha torre.
Na base da tentativa e erro vou arriscando seu bispo e não consigo ver que meu ataque me põe em perigo e a duas jogadas a frente em xeque-mate, você finge não ver meu deslize, pois afinal parece se divertir com a minha ingenuidade e nossa jogo é uma das ultimas senão a única coisa que nos prende a esse fio do que já foi uma real e bela historia de amor.
Nunca soube jogar, você sempre me deixou ganhar, hoje já não sei se por amor ou medo que um dia eu pudesse superar o mestre. Nas nossas partidas ensaiadas sempre sai vencedora não por mérito. Parece suicídio jogar pra valer ainda mais com o que esta em questão, mas é a minha ultima chance, eu preciso arriscar mesmo sabendo que com uma jogada só você pode acabar com tudo, mas enquanto você se propor a jogar mesmo com chance de terminar a qualquer momento com a partida, enquanto houver o meu rei na disputa eu vou jogar, tentando me esquivar, mas com a esperança do empate.
Michelle Soccato
Texto escrito a muitos meses atrás.

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ResponderExcluirIh, me encontro em momento bastante parecido: às voltas com um estrategista de primeira. É um pouco cansativo, dá aquele frio na barriga se surpreender com cada jogada do lado oposto, porém, em contrapartida, cansa mesmo. Boa sorte no teu jogo, flor! Espero que os dois deixem a competição de lado, e vençam juntos, viu?
ResponderExcluirUm beijo!