Não é nada, alem de pensamentos.





Deitada com os pés na parede e a cabeça quase no chão (maneira que fico quando estou pensando na vida) observo uma pequena aranha no teto do meu quarto, ela tem uma cor estranha para uma aranha, mas não me deixa duvidas que seja de fato uma. Observo seu pequeno percurso da lâmpada até um determinado ponto e logo sem se dar conta ela da meia volta e logo esta próxima a lâmpada de novo, o que me chama atenção é que o caminho que ela faz na volta é incrivelmente mais trabalhoso que o caminho da ida, quando pode apenas andar em linha reta.
    Curioso porque nós seres não somente viventes, mas humanos e logo seres dotados de racionalidade também nos portamos da mesma forma diante da vida, dificultando o simples, complicando o descomplicado e isso sem cognição e percepção nenhuma, estamos sempre ou quase sempre dramatizando o que por si só já é um drama (a vida) e fazemos dessa maneira que não é a mais fácil, mas é a nossa maneira, é como queremos ou não que funcione as coisas.
  Temos inúmeras pessoas ao nosso redor, que nos deparamos na rua, nos corredores da faculdade, no ônibus, no motorista do carro ao lado que insiste em pisca pra você quando o sinal esta fechado, mas ao invés de amar o nosso vizinho, o nosso coração para de bater por alguns segundos não pelo cara que esta apenas na outra rua, mas em outro pais, ao invés de cursarmos o curso de direito que ao final da graduação já vem premiado um ótimo escritório e salário alem de que será o maior troféu de vida do seu pai e a continuação garantida dos descendentes engravatados, mas você é considerado a ovelha negra da família na verdade você quer mesmo é ser artista simplesmente porque não se imagina fazendo outra coisa da vida, e se pergunta por que me caso varias vezes e só no divorcio percebo que casei com a mesma pessoa apenas com nomes diferentes e ao final teria me livrado de inúmeros sofrimentos com dois ou mais anos de terapia.
   Por que, por que e por quê?
Os porquês que algumas vezes são respondidos apenas com quatro ou cinco décadas de vivencia e outras vezes não são respondidos.
Então neste momento me pergunto o que gerou todas essas reflexões e me recordo da aranha estranha, a procuro em algum lugar do teto, mas já não a encontro e como tinha uma cor estranha não sei se existiu de fato ou se imaginei ou foi nesta fronteira invisível entre real e imaginário.


Michelle Soccato

Um comentário:

  1. Olá amiga, td bem?
    Quem sabe eu tenha uma pouco de sorte e vc veja isso, não somente como um comenário, mas como um "grito" de um amigo, q quer ser visto e ouvido por vc, q sente a falta da sua amizade e principalmente d vc!
    Vc sabe q é mto especial!
    Saudades?
    Mtas... é tanta q nem o como dizer ou medir, isso é, se há como medi-la.
    Pois bem, é isso...
    Te Cuida!
    Bjos...
    Fica com Deus...
    Um verdadeiro Amigo...

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